Bairro Cristo Rei ganha parque construído pelos moradores
28/11/2017 - 11h22 em Notícias

Na manhã de sexta feira, 24, a comunidade do bairro Cristo Rei, em São Sepé, celebrou o recebimento de seu primeiro espaço de convivência e lazer. O parque possui brinquedos, quadra de areia e pista de caminhada com extensão de 90 metros, e ocupa uma área de 550 m² no pátio da escola Gabriel Brenner. A entrega oficial do espaço foi feita juntamente com as comemorações da Semana da Consciência Negra. O parque ficará aberto ao público mesmo quando a escola estiver fechada. O recurso financeiro é oriundo do projeto Floresta é Vida, da empresa Celulose Riograndense.

“O projeto do parque foi idealizado pela professora Ivane Farias, mas esteve engavetado por falta de recursos, e por algum tempo foi apenas um sonho dos professores e coordenadores da escola”, conta Marcia Aires, coordenadora pedagógica. A solução veio com o projeto da Celulose Riograndense, que incentiva escolas dos municípios da região de atuação da empresa a desenvolverem projetos ambientais.  O programa tem duração de dois anos e prevê o investimento de R$ 6 mil no total. Ao longo do projeto, é realizado o embelezamento dos pátios escolares trabalhando questões ambientais como reflorestamento.

No primeiro ano o foco foi a criação do parque, mas já estão programadas novas ações para o ano seguinte, segundo Márcia, que também agradeceu a ajuda que a escola recebeu. Ela contou que o recurso era limitado, mas a escola contou com o auxílio de alguns grupos, o que possibilitou a conclusão do projeto dentro do orçamento.

O Conselho de Pais e Mestres (CPM) e a comunidade ajudaram na mão de obra, a Cotrisel também participou da construção e forneceu os pallets. A prefeitura ajudou na abertura das valetas com uma máquina e um servidor da secretaria de Obras. A Associação Vila Esperança (AVE) coletou os pneus e colaborou com a concretização do projeto. As crianças da escola também auxiliaram e fizeram o plantio de árvores, enquanto trabalhavam conceitos como o trabalho em equipe. Elas acompanharam a transformação do terreno, que antes era apenas mato, na primeira pracinha do bairro.

A aluna Raíssa Silva Pereira, de 11 anos, disse que ficou feliz por ter o local para brincar, já que o bairro não tinha nenhuma pracinha e a quadra da escola era o único local para recreação no bairro: “Não dava para brincar na quadra quando os grandes estavam jogando bola. Foi ótimo poder ajudar a escola e a comunidade”, completou.

 

O evento

Além da entrega oficial da praça à comunidade, também ocorreram atividades alusivas ao Dia Nacional da Consciência Negra, valorizando à cultura afro, que é predominante naquela comunidade. Entre as atrações estiveram apresentação de capoeira, shows musicais e dança. Mas quem roubou a cena foi Ledi Flores, de 50 anos. Dona Ledi, como é conhecida no bairro, foi escolhida a Mais Bela Negra da escola em um concurso entre mães de alunos. Ledi participou como avó de uma das crianças. A dona de casa é membro da diretoria da Associação de Moradores do bairro Cristo Rei e participou da construção da pracinha.

As concorrentes vestiram indumentária típica africana, incluindo o símbolo da cultura afro: o turbante. As mulheres também pintaram o rosto, repetindo a prática de suas ancestrais em dias de festa. “Todas estavam exuberantes e representaram muito bem a força da mulher negra. Escolhemos Dona Ledi em uma decisão acirrada. Levamos em conta sua experiência de esposa, mãe e avó, além de ser uma líder da comunidade”, comentou um dos jurados.

 

 

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